{"id":2289,"date":"2022-01-17T11:43:34","date_gmt":"2022-01-17T11:43:34","guid":{"rendered":"https:\/\/asmaria.org\/?p=2289"},"modified":"2025-06-04T11:31:18","modified_gmt":"2025-06-04T11:31:18","slug":"jacinta-o-dom-de-si-em-tempo-de-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmaria.org\/en\/jacinta-o-dom-de-si-em-tempo-de-pandemia\/","title":{"rendered":"Jacinta: the gift of self in times of pandemic"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;Section&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; max_width=&#8221;100%&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; custom_margin=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_code raw_content_tablet=&#8221;<\/p>\n<section class=%22section-color%22><\/section>\n<style>\n.section-color {\n  background-color:rgba(172, 147, 93, 0.5);\n  height: 50vh;\n  width: 100%;\n}\n<\/style>\n<div class=%22titulo-art4%22>\n<p05>\n  Jacinta: <\/br><p04>o dom de si em tempo de pandemia<\/p04><\/p05><\/br><\/br><br \/>\n<img src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1587262945-7622-annie-spratt-m91zjwjxlt8-fin-2-scaled-1.jpg%22><\/p>\n<div class=%22discla2%22>\n<div class=%22fotopessoa%22>\n  <img class=%22fotop%22 src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Ir.-Angela-Coelho.jpg%22><\/div>\n<div class=%22texto-pessoa%22>\n  <p201>\u00c2ngela de F\u00e1tima Coelho, asm<\/p201><\/br>\n<p002>Irm\u00e3 da Alian\u00e7a de Santa Maria<\/p002><\/div>\n<\/div>\n<div class=%22contenttext4%22>\n  <\/br><\/br>\n  <p09>\n    \u201cO nosso mundo est\u00e1 doente. N\u00e3o me refiro apenas \u00e0 pandemia de coronav\u00edrus, mas ao estado de nossa civiliza\u00e7\u00e3o, que esse fen\u00f3meno global revela. Em termos b\u00edblicos, \u00e9 um <i>sinal dos tempos<\/i>\u201d. Come\u00e7ava desta forma um artigo que Tom\u00e1s Hal\u00edk <a style=%22color:#ad945d%22href=%22#rodape1%22 id=%22roda1%22>%911%93<\/a> escreveu, refletindo sobre este tempo \u00fanico que vivemos. Como qualquer <i>sinal dos tempos<\/i> exige o nosso paciente e laborioso trabalho de compreens\u00e3o, de escutar com o cora\u00e7\u00e3o os sinais do Esp\u00edrito de Deus presente e atuante na hist\u00f3ria. \u00c9-nos pedido o discernimento para evitar leituras apressadas e \u00e9-nos pedido um cora\u00e7\u00e3o confiante no Senhor, sabendo que \u201ctudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus\u201d (Rm 8,28). \u00c9-nos pedida a humildade de quem, ainda com as m\u00e3os vazias, n\u00e3o entende nada, ou quase nada, do que se est\u00e1 a passar, mas continua a viver na paz e na serenidade, porque sabe em quem p\u00f4s a sua confian\u00e7a (cf. 2 Tm 1,12). Mas, porqu\u00ea sendo este um artigo sobre a Jacinta, estou a falar desta pandemia? Parece-me desnecess\u00e1rio repetir que ela tamb\u00e9m viveu uma pandemia semelhante \u00e0 nossa e que, precisamente h\u00e1 cem anos, experimentou as penosas circunst\u00e2ncias que hoje vivemos. Ainda que as respostas \u00e0s quest\u00f5es que angustiam o nosso cora\u00e7\u00e3o possam n\u00e3o ser claras, a vida desta menina pode ser uma luz a iluminar os nossos passos no labirinto de emo\u00e7\u00f5es, de ang\u00fastias e de medo, por onde caminha o nosso cora\u00e7\u00e3o e a nossa mente, em dias de isolamento.<br \/>\n<\/br><br \/>\nE em \u00e9pocas de medo n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio entender imediatamente tudo, as causas do que se passa, as raz\u00f5es cient\u00edficas ou teol\u00f3gicas que explicam a situa\u00e7\u00e3o que provoca a ang\u00fastia e inseguran\u00e7a deste tempo. Por vezes, como uma crian\u00e7a no escuro, basta o rosto sereno da m\u00e3e, para tudo voltar a ficar em seguran\u00e7a. Ainda que ela n\u00e3o entenda os mecanismos cient\u00edficos das trevas!<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>A Jacinta pode ser este rosto sereno junto de n\u00f3s, hoje. Ela conhece o desamparo por n\u00e3o podermos visitar os nossos doentes ou por n\u00e3o podermos ser visitados por familiares e amigos, ela sabe da dor de perder um irm\u00e3o nestas circunst\u00e2ncias. Ela sabe da falta de ar, da dor no peito, da fraqueza extrema de quem tem febre. A Jacinta entende a nossa solid\u00e3o e a solid\u00e3o dos que, no hospital, aguardam pelo escrever do seu futuro, na incerteza do cap\u00edtulo seguinte. E ela conhece a solit\u00e1ria morte, apenas com a presen\u00e7a da Senhora de Cora\u00e7\u00e3o Imaculado. A Jacinta sabe do que estamos a falar quando falamos das dores desta hora.<\/strong><br \/>\n<\/br><br \/>\nO que nos diria a Jacinta, esta menina t\u00e3o discreta relativamente \u00e0 sua dor?<\/br><br \/>\nSim, sabemos como ela se esfor\u00e7ava para que ningu\u00e9m soubesse o quanto sofria, quais os sacrif\u00edcios que fazia, a ren\u00fancia que significava n\u00e3o ir visitar o Francisco no seu leito de doen\u00e7a, o quanto lhe custou ir para Lisboa sem a sua L\u00facia.<br \/>\n<\/br><br \/>\nCreio que a Jacinta nos falaria de Jesus, que estava triste e que ela apenas queria consolar. Falar-nos-ia do Cora\u00e7\u00e3o de Maria, coberto de espinhos, e que ela tanto queria reparar. Dir-nos-ia do sofrimento do Santo Padre e que ela desejava amparar com a sua ora\u00e7\u00e3o e os seus sacrif\u00edcios. Enfim, segredar-nos-ia o amor maior do seu cora\u00e7\u00e3o, os pecadores, ou melhor, os pobres pecadores, e que ela ansiava tocar com a entrega de si. Contaria tudo o que amou, mas n\u00e3o nos falaria da sua dor. Porque pensava pouco em si. Tinha habituado o seu cora\u00e7\u00e3o \u00e0 compaix\u00e3o. Tinha educado o seu cora\u00e7\u00e3o para \u201cfazer como Nosso Senhor\u201d. Aprendeu com Ele o dom de si. E nem \u201ca tribula\u00e7\u00e3o, a ang\u00fastia, a persegui\u00e7\u00e3o, a fome, a nudez, o perigo\u2026\u201d (Rm 8,35) a far\u00e3o deter-se ou colocar limites a esta entrega, porque como diria Christian Bobin: \u201co que a atormenta n\u00e3o \u00e9 nada comparado com aquilo que espera\u201d! <a style=%22color:#ad945d%22href=%22#rodape2%22 id=%22roda2%22>%912%93<\/a><br \/>\n<\/br><br \/>\nOlhando para a Jacinta e para o modo como viveu uma situa\u00e7\u00e3o id\u00eantica \u00e0 nossa, vemos as palavras de Paulo escritas a fogo e sangue no seu corpo <i>ferido na dire\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o<\/i>, e na sua alma feliz, <i>por sofrer por amor<\/i>:<br \/>\n<\/br><br \/>\n\u201cEm tudo somos atribulados, mas n\u00e3o esmagados; confundidos, mas n\u00e3o desesperados; perseguidos, mas n\u00e3o abandonados; abatidos, mas n\u00e3o aniquilados. Trazemos sempre no nosso corpo a morte de Jesus, para que tamb\u00e9m a vida de Jesus seja manifesta no nosso corpo.\u201d (2 Cor 4, 8-10)<br \/>\n<\/br><br \/>\n<strong>Olhando para a Jacinta somos convidados a cuidar dos outros.<\/strong> Mesmo quando nos sentimos impotentes, mesmo quando o nosso lento mart\u00edrio \u00e9 o de n\u00e3o podermos fazer nada por aqueles que amamos. Porque \u00e9 sempre poss\u00edvel <i>cuidar pela ora\u00e7\u00e3o e pela entrega em sacrif\u00edcio<\/i>, procurando contagiar de esperan\u00e7a os que come\u00e7am a desanimar, a esperan\u00e7a que s\u00f3 nos \u00e9 poss\u00edvel, mesmo em tempos de pandemia, porque o Senhor Ressuscitado est\u00e1 connosco. A Jacinta sabia disto e \u00e9 disto que ela nos fala, nesta hora da hist\u00f3ria que \u00e9 a nossa: \u201cAquela Senhora disse que o Seu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o teu ref\u00fagio e o caminho que te conduzir\u00e1 a Deus. N\u00e3o gostas tanto? Eu gosto tanto do Seu Cora\u00e7\u00e3o! \u00c9 t\u00e3o bom!\u201d<\/br>\n<\/p09>\n<hr>\n<p><\/br>\n<p09><a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda1%22 id=%22rodape1%22>%911%93<\/a> Tom\u00e1s Hal\u00edk, <i>Il segno delle chiese vuote<\/i>, Milano: Ed. Vita e pensiero, 2020. %91tradu\u00e7\u00e3o livre%93.<br \/>\n<\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda2%22 id=%22rodape2%22>%912%93<\/a> Christian Bobin, <i>L\u2019uomo che cammin<\/i><\/p09>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<style>\n  .titulo-art4{\n    padding:0 20%;\n    transform:translatey(-10%);\n    color:white;\n    margin-bottom:-25%;\n  }\n    .contenttext4{\n    text-align: left;\n  text-justify: inter-word;\n  }<\/p>\n<p>  p04{\n    font-family:Montserrat;\n    font-size:30px;\n  }\n  p05{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    font-size:50px;\n    line-height:1;\n    text-transform:uppercase;\n  }<\/p>\n<p>  .discla2{\n    display:flex;\n    justify-content: flex-start;\n    column-gap:2%;\n    align-items: center;\n    transform:translatex(-12%);\n    margin-top:5%;\n  }\n  .fotopessoa{\n    padding:0;\n    width:10%;\n  }\n  .fotop{\n    border-radius: 50%;\n    width:70%;\n  }\n  p201{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p002{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p09{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n    font-weight:500;\n  }<\/p>\n<p>  .fundo{\n    background-color:blue;\n    padding;100% 0;\n  }\n<\/style>\n<p>&#8221; raw_content_phone=&#8221;<\/p>\n<section class=%22section-color%22><\/section>\n<style>\n.section-color {\n  background-color:rgba(172, 147, 93, 0.5);\n  height: 50vh;\n  width: 100%;\n}\n<\/style>\n<div class=%22titulo-art1%22>\n<p5>\n  Jacinta: <\/br><p4>o dom de si em tempo de pandemia<\/p4><\/p5><\/br><\/br><br \/>\n<img src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1587262945-7622-annie-spratt-m91zjwjxlt8-fin-2-scaled-1.jpg%22><\/p>\n<div class=%22discla1%22>\n<div class=%22fotopessoa1%22>\n  <img class=%22fotop1%22 src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Ir.-Angela-Coelho.jpg%22><\/div>\n<div class=%22texto-pessoa%22>\n  <p201>\u00c2ngela de F\u00e1tima Coelho, asm<\/p201><\/br>\n<p002>Irm\u00e3 da Alian\u00e7a de Santa Maria<\/p002><\/div>\n<\/div>\n<div class=%22contenttext1%22>\n  <\/br><\/br>\n  <p09>\n    \u201cO nosso mundo est\u00e1 doente. N\u00e3o me refiro apenas \u00e0 pandemia de coronav\u00edrus, mas ao estado de nossa civiliza\u00e7\u00e3o, que esse fen\u00f3meno global revela. Em termos b\u00edblicos, \u00e9 um <i>sinal dos tempos<\/i>\u201d. Come\u00e7ava desta forma um artigo que Tom\u00e1s Hal\u00edk <a style=%22color:#ad945d%22href=%22#rodape1%22 id=%22roda1%22>%911%93<\/a> escreveu, refletindo sobre este tempo \u00fanico que vivemos. Como qualquer <i>sinal dos tempos<\/i> exige o nosso paciente e laborioso trabalho de compreens\u00e3o, de escutar com o cora\u00e7\u00e3o os sinais do Esp\u00edrito de Deus presente e atuante na hist\u00f3ria. \u00c9-nos pedido o discernimento para evitar leituras apressadas e \u00e9-nos pedido um cora\u00e7\u00e3o confiante no Senhor, sabendo que \u201ctudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus\u201d (Rm 8,28). \u00c9-nos pedida a humildade de quem, ainda com as m\u00e3os vazias, n\u00e3o entende nada, ou quase nada, do que se est\u00e1 a passar, mas continua a viver na paz e na serenidade, porque sabe em quem p\u00f4s a sua confian\u00e7a (cf. 2 Tm 1,12). Mas, porqu\u00ea sendo este um artigo sobre a Jacinta, estou a falar desta pandemia? Parece-me desnecess\u00e1rio repetir que ela tamb\u00e9m viveu uma pandemia semelhante \u00e0 nossa e que, precisamente h\u00e1 cem anos, experimentou as penosas circunst\u00e2ncias que hoje vivemos. Ainda que as respostas \u00e0s quest\u00f5es que angustiam o nosso cora\u00e7\u00e3o possam n\u00e3o ser claras, a vida desta menina pode ser uma luz a iluminar os nossos passos no labirinto de emo\u00e7\u00f5es, de ang\u00fastias e de medo, por onde caminha o nosso cora\u00e7\u00e3o e a nossa mente, em dias de isolamento.<\/br><\/br><br \/>\nE em \u00e9pocas de medo n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio entender imediatamente tudo, as causas do que se passa, as raz\u00f5es cient\u00edficas ou teol\u00f3gicas que explicam a situa\u00e7\u00e3o que provoca a ang\u00fastia e inseguran\u00e7a deste tempo. Por vezes, como uma crian\u00e7a no escuro, basta o rosto sereno da m\u00e3e, para tudo voltar a ficar em seguran\u00e7a. Ainda que ela n\u00e3o entenda os mecanismos cient\u00edficos das trevas!<\/br><\/br><br \/>\n<strong>A Jacinta pode ser este rosto sereno junto de n\u00f3s, hoje. Ela conhece o desamparo por n\u00e3o podermos visitar os nossos doentes ou por n\u00e3o podermos ser visitados por familiares e amigos, ela sabe da dor de perder um irm\u00e3o nestas circunst\u00e2ncias. Ela sabe da falta de ar, da dor no peito, da fraqueza extrema de quem tem febre. A Jacinta entende a nossa solid\u00e3o e a solid\u00e3o dos que, no hospital, aguardam pelo escrever do seu futuro, na incerteza do cap\u00edtulo seguinte. E ela conhece a solit\u00e1ria morte, apenas com a presen\u00e7a da Senhora de Cora\u00e7\u00e3o Imaculado. A Jacinta sabe do que estamos a falar quando falamos das dores desta hora.<\/strong><\/br><\/br><br \/>\nO que nos diria a Jacinta, esta menina t\u00e3o discreta relativamente \u00e0 sua dor?<\/br><\/br><br \/>\nSim, sabemos como ela se esfor\u00e7ava para que ningu\u00e9m soubesse o quanto sofria, quais os sacrif\u00edcios que fazia, a ren\u00fancia que significava n\u00e3o ir visitar o Francisco no seu leito de doen\u00e7a, o quanto lhe custou ir para Lisboa sem a sua L\u00facia.<\/br><\/br><br \/>\nCreio que a Jacinta nos falaria de Jesus, que estava triste e que ela apenas queria consolar. Falar-nos-ia do Cora\u00e7\u00e3o de Maria, coberto de espinhos, e que ela tanto queria reparar. Dir-nos-ia do sofrimento do Santo Padre e que ela desejava amparar com a sua ora\u00e7\u00e3o e os seus sacrif\u00edcios. Enfim, segredar-nos-ia o amor maior do seu cora\u00e7\u00e3o, os pecadores, ou melhor, os pobres pecadores, e que ela ansiava tocar com a entrega de si. Contaria tudo o que amou, mas n\u00e3o nos falaria da sua dor. Porque pensava pouco em si. Tinha habituado o seu cora\u00e7\u00e3o \u00e0 compaix\u00e3o. Tinha educado o seu cora\u00e7\u00e3o para \u201cfazer como Nosso Senhor\u201d. Aprendeu com Ele o dom de si. E nem \u201ca tribula\u00e7\u00e3o, a ang\u00fastia, a persegui\u00e7\u00e3o, a fome, a nudez, o perigo\u2026\u201d (Rm 8,35) a far\u00e3o deter-se ou colocar limites a esta entrega, porque como diria Christian Bobin: \u201co que a atormenta n\u00e3o \u00e9 nada comparado com aquilo que espera\u201d! <a style=%22color:#ad945d%22href=%22#rodape2%22 id=%22roda2%22>%912%93<\/a><\/br><\/br><br \/>\nOlhando para a Jacinta e para o modo como viveu uma situa\u00e7\u00e3o id\u00eantica \u00e0 nossa, vemos as palavras de Paulo escritas a fogo e sangue no seu corpo <i>ferido na dire\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o<\/i>, e na sua alma feliz, <i>por sofrer por amor<\/i>:<\/br><\/br><br \/>\n\u201cEm tudo somos atribulados, mas n\u00e3o esmagados; confundidos, mas n\u00e3o desesperados; perseguidos, mas n\u00e3o abandonados; abatidos, mas n\u00e3o aniquilados. Trazemos sempre no nosso corpo a morte de Jesus, para que tamb\u00e9m a vida de Jesus seja manifesta no nosso corpo.\u201d (2 Cor 4, 8-10)<\/br><\/br><br \/>\n<strong>Olhando para a Jacinta somos convidados a cuidar dos outros.<\/strong> Mesmo quando nos sentimos impotentes, mesmo quando o nosso lento mart\u00edrio \u00e9 o de n\u00e3o podermos fazer nada por aqueles que amamos. Porque \u00e9 sempre poss\u00edvel <i>cuidar pela ora\u00e7\u00e3o e pela entrega em sacrif\u00edcio<\/i>, procurando contagiar de esperan\u00e7a os que come\u00e7am a desanimar, a esperan\u00e7a que s\u00f3 nos \u00e9 poss\u00edvel, mesmo em tempos de pandemia, porque o Senhor Ressuscitado est\u00e1 connosco. A Jacinta sabia disto e \u00e9 disto que ela nos fala, nesta hora da hist\u00f3ria que \u00e9 a nossa: \u201cAquela Senhora disse que o Seu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o teu ref\u00fagio e o caminho que te conduzir\u00e1 a Deus. N\u00e3o gostas tanto? Eu gosto tanto do Seu Cora\u00e7\u00e3o! \u00c9 t\u00e3o bom!\u201d<\/br>\n<\/p09><\/br><\/p>\n<hr>\n<p><\/br>\n<p09><a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda1%22 id=%22rodape1%22>%911%93<\/a> Tom\u00e1s Hal\u00edk, <i>Il segno delle chiese vuote<\/i>, Milano: Ed. Vita e pensiero, 2020. %91tradu\u00e7\u00e3o livre%93.<\/br><\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda2%22 id=%22rodape2%22>%912%93<\/a> Christian Bobin, <i>L\u2019uomo che cammin<\/i><\/p09>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<style>\n  .titulo-art1{\n    padding:0 5%;\n    transform:translatey(-6%);\n    color:white;\n    margin-bottom:-25%;\n  }\n    .contenttext1{\n    text-align: left;\n  text-justify: inter-word;\n  }<\/p>\n<p>  p4{\n    font-family:Montserrat;\n    font-size:20px;\n    line-height:0.5;\n  }\n  p5{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    font-size:35px;\n    line-height:1;\n    text-transform:uppercase;\n    line-height:0.5;\n  }<\/p>\n<p>  .discla1{\n    display:flex;\n    justify-content: flex-start;\n    column-gap:0%;\n    align-items: center;\n    margin-top:5%;\n  }\n  .fotopessoa1{\n    padding:0;\n    width:18%;\n  }\n  .fotop1{\n    border-radius: 50%;\n    width:70%;\n  }\n  p201{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p002{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p09{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n    font-weight:500;\n  }<\/p>\n<\/style>\n<p>&#8221; raw_content_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<section class=\"section-color\"><\/section>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<style><!-- [et_pb_line_break_holder] -->.section-color {<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  background-color:rgba(172, 147, 93, 0.5);<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  height: 50vh;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  width: 100%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->}<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/style>\n<p> <!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<div class=\"titulo-art2\"><!-- [et_pb_line_break_holder] --> <!-- [et_pb_line_break_holder] --><p05><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  Jacinta: <\/br><p04>o dom de si em tempo de pandemia<\/p04><\/p05><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1587262945-7622-annie-spratt-m91zjwjxlt8-fin-2-scaled-1.jpg\"><!-- [et_pb_line_break_holder] --><!\u2013- [et_pb_br_holder] -\u2013><!\u2013- [et_pb_br_holder] -\u2013><!-- [et_pb_line_break_holder] --> <\/p>\n<div class=\"discla2\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<div class=\"fotopessoa\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <img decoding=\"async\" class=\"fotop\" src=\"https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Ir.-Angela-Coelho.jpg\"><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<div class=\"texto-pessoa\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <p201>\u00c2ngela de F\u00e1tima Coelho, asm<\/p201><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p002>Irm\u00e3 da Alian\u00e7a de Santa Maria<\/p002><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<div class=\"contenttext2\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <p09><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    \u201cO nosso mundo est\u00e1 doente. N\u00e3o me refiro apenas \u00e0 pandemia de coronav\u00edrus, mas ao estado de nossa civiliza\u00e7\u00e3o, que esse fen\u00f3meno global revela. Em termos b\u00edblicos, \u00e9 um <i>sinal dos tempos<\/i>\u201d. Come\u00e7ava desta forma um artigo que Tom\u00e1s Hal\u00edk <a style=\"color:#ad945d\"href=\"#rodape1\" id=\"roda1\">[1]<\/a> escreveu, refletindo sobre este tempo \u00fanico que vivemos. Como qualquer <i>sinal dos tempos<\/i> exige o nosso paciente e laborioso trabalho de compreens\u00e3o, de escutar com o cora\u00e7\u00e3o os sinais do Esp\u00edrito de Deus presente e atuante na hist\u00f3ria. \u00c9-nos pedido o discernimento para evitar leituras apressadas e \u00e9-nos pedido um cora\u00e7\u00e3o confiante no Senhor, sabendo que \u201ctudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus\u201d (Rm 8,28). \u00c9-nos pedida a humildade de quem, ainda com as m\u00e3os vazias, n\u00e3o entende nada, ou quase nada, do que se est\u00e1 a passar, mas continua a viver na paz e na serenidade, porque sabe em quem p\u00f4s a sua confian\u00e7a (cf. 2 Tm 1,12). Mas, porqu\u00ea sendo este um artigo sobre a Jacinta, estou a falar desta pandemia? Parece-me desnecess\u00e1rio repetir que ela tamb\u00e9m viveu uma pandemia semelhante \u00e0 nossa e que, precisamente h\u00e1 cem anos, experimentou as penosas circunst\u00e2ncias que hoje vivemos. Ainda que as respostas \u00e0s quest\u00f5es que angustiam o nosso cora\u00e7\u00e3o possam n\u00e3o ser claras, a vida desta menina pode ser uma luz a iluminar os nossos passos no labirinto de emo\u00e7\u00f5es, de ang\u00fastias e de medo, por onde caminha o nosso cora\u00e7\u00e3o e a nossa mente, em dias de isolamento.<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->E em \u00e9pocas de medo n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio entender imediatamente tudo, as causas do que se passa, as raz\u00f5es cient\u00edficas ou teol\u00f3gicas que explicam a situa\u00e7\u00e3o que provoca a ang\u00fastia e inseguran\u00e7a deste tempo. Por vezes, como uma crian\u00e7a no escuro, basta o rosto sereno da m\u00e3e, para tudo voltar a ficar em seguran\u00e7a. Ainda que ela n\u00e3o entenda os mecanismos cient\u00edficos das trevas!<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><strong>A Jacinta pode ser este rosto sereno junto de n\u00f3s, hoje. Ela conhece o desamparo por n\u00e3o podermos visitar os nossos doentes ou por n\u00e3o podermos ser visitados por familiares e amigos, ela sabe da dor de perder um irm\u00e3o nestas circunst\u00e2ncias. Ela sabe da falta de ar, da dor no peito, da fraqueza extrema de quem tem febre. A Jacinta entende a nossa solid\u00e3o e a solid\u00e3o dos que, no hospital, aguardam pelo escrever do seu futuro, na incerteza do cap\u00edtulo seguinte. E ela conhece a solit\u00e1ria morte, apenas com a presen\u00e7a da Senhora de Cora\u00e7\u00e3o Imaculado. A Jacinta sabe do que estamos a falar quando falamos das dores desta hora.<\/strong><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->O que nos diria a Jacinta, esta menina t\u00e3o discreta relativamente \u00e0 sua dor?<\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Sim, sabemos como ela se esfor\u00e7ava para que ningu\u00e9m soubesse o quanto sofria, quais os sacrif\u00edcios que fazia, a ren\u00fancia que significava n\u00e3o ir visitar o Francisco no seu leito de doen\u00e7a, o quanto lhe custou ir para Lisboa sem a sua L\u00facia.<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Creio que a Jacinta nos falaria de Jesus, que estava triste e que ela apenas queria consolar. Falar-nos-ia do Cora\u00e7\u00e3o de Maria, coberto de espinhos, e que ela tanto queria reparar. Dir-nos-ia do sofrimento do Santo Padre e que ela desejava amparar com a sua ora\u00e7\u00e3o e os seus sacrif\u00edcios. Enfim, segredar-nos-ia o amor maior do seu cora\u00e7\u00e3o, os pecadores, ou melhor, os pobres pecadores, e que ela ansiava tocar com a entrega de si. Contaria tudo o que amou, mas n\u00e3o nos falaria da sua dor. Porque pensava pouco em si. Tinha habituado o seu cora\u00e7\u00e3o \u00e0 compaix\u00e3o. Tinha educado o seu cora\u00e7\u00e3o para \u201cfazer como Nosso Senhor\u201d. Aprendeu com Ele o dom de si. E nem \u201ca tribula\u00e7\u00e3o, a ang\u00fastia, a persegui\u00e7\u00e3o, a fome, a nudez, o perigo\u2026\u201d (Rm 8,35) a far\u00e3o deter-se ou colocar limites a esta entrega, porque como diria Christian Bobin: \u201co que a atormenta n\u00e3o \u00e9 nada comparado com aquilo que espera\u201d! <a style=\"color:#ad945d\"href=\"#rodape2\" id=\"roda2\">[2]<\/a><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Olhando para a Jacinta e para o modo como viveu uma situa\u00e7\u00e3o id\u00eantica \u00e0 nossa, vemos as palavras de Paulo escritas a fogo e sangue no seu corpo <i>ferido na dire\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o<\/i>, e na sua alma feliz, <i>por sofrer por amor<\/i>:<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->\u201cEm tudo somos atribulados, mas n\u00e3o esmagados; confundidos, mas n\u00e3o desesperados; perseguidos, mas n\u00e3o abandonados; abatidos, mas n\u00e3o aniquilados. Trazemos sempre no nosso corpo a morte de Jesus, para que tamb\u00e9m a vida de Jesus seja manifesta no nosso corpo.\u201d (2 Cor 4, 8-10)<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><strong>Olhando para a Jacinta somos convidados a cuidar dos outros.<\/strong> Mesmo quando nos sentimos impotentes, mesmo quando o nosso lento mart\u00edrio \u00e9 o de n\u00e3o podermos fazer nada por aqueles que amamos. Porque \u00e9 sempre poss\u00edvel <i>cuidar pela ora\u00e7\u00e3o e pela entrega em sacrif\u00edcio<\/i>, procurando contagiar de esperan\u00e7a os que come\u00e7am a desanimar, a esperan\u00e7a que s\u00f3 nos \u00e9 poss\u00edvel, mesmo em tempos de pandemia, porque o Senhor Ressuscitado est\u00e1 connosco. A Jacinta sabia disto e \u00e9 disto que ela nos fala, nesta hora da hist\u00f3ria que \u00e9 a nossa: \u201cAquela Senhora disse que o Seu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o teu ref\u00fagio e o caminho que te conduzir\u00e1 a Deus. N\u00e3o gostas tanto? Eu gosto tanto do Seu Cora\u00e7\u00e3o! \u00c9 t\u00e3o bom!\u201d<\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p09><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<hr>\n<p><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p09><a style=\"color:#ad945d\" href=\"#roda1\" id=\"rodape1\">[1]<\/a> Tom\u00e1s Hal\u00edk, <i>Il segno delle chiese vuote<\/i>, Milano: Ed. Vita e pensiero, 2020. [tradu\u00e7\u00e3o livre].<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><a style=\"color:#ad945d\" href=\"#roda2\" id=\"rodape2\">[2]<\/a> Christian Bobin, <i>L\u2019uomo che cammin<\/i><\/p09><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/div>\n<\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<style><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .titulo-art2{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    padding:0 20%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    transform:translatey(-12%);<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:white;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    margin-bottom:-15%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    .contenttext2{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    text-align: justify;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  text-justify: inter-word;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p04{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:30px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p05{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-weight:700;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:50px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    line-height:1;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    text-transform:uppercase;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .discla2{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    display:flex;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    justify-content: flex-start;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    column-gap:2%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    align-items: center;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    transform:translatex(-12%);<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    margin-top:5%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .fotopessoa{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    padding:0;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    width:10%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .fotop{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    border-radius: 50%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    width:100%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p201{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-weight:700;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:black;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:15px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p002{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:black;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:15px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p09{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:black;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:15px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-weight:500;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .fundo{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    background-color:blue;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    padding;100% 0;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/style>\n<p>[\/et_pb_code][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; 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