{"id":4426,"date":"2025-05-15T08:58:50","date_gmt":"2025-05-15T08:58:50","guid":{"rendered":"https:\/\/asmaria.org\/?p=4426"},"modified":"2025-06-05T09:14:39","modified_gmt":"2025-06-05T09:14:39","slug":"ciencia-e-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmaria.org\/en\/ciencia-e-deus\/","title":{"rendered":"Science and God"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;Section&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; max_width=&#8221;100%&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; custom_margin=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_code raw_content_tablet=&#8221;<\/p>\n<section class=%22section-color%22><\/section>\n<style>\n.section-color {\n  background-color:rgba(172, 147, 93, 0.5);\n  height: 50vh;\n  width: 100%;\n}\n<\/style>\n<div class=%22titulo-art2%22>\n<p05>\nCI\u00caNCIA E DEUS<\/p05><\/br><\/br><br \/>\n<img src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1000129562.jpg%22><\/p>\n<div class=%22discla2%22>\n<div class=%22fotopessoa2%22>\n  <img class=%22fotop%22 src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Joao-Branco.jpg%22><\/div>\n<div class=%22texto-pessoa%22>\n  <p201>Jo\u00e3o Branco<\/p201><\/br>\n<p002>Analista de Dados <\/p002><\/div>\n<\/div>\n<div class=%22contenttext2%22>\n  <\/br><\/br>\n <p09>Se h\u00e1 um mestre cient\u00edfico que nunca deixou de me espantar pela sua procura em estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o entre a ci\u00eancia e o transcendente foi, sem d\u00favida, Albert Einstein.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>%22Deus n\u00e3o joga aos dados%22, afirmou o f\u00edsico alem\u00e3o, referindo-se aos pressupostos da f\u00edsica qu\u00e2ntica, que se baseia em conceitos n\u00e3o determin\u00edsticos como %22probabilidade%22 e %22aleatoriedade%22. Para Einstein, mesmo os fen\u00f3menos aparentemente sem causa vis\u00edvel tinham uma l\u00f3gica subjacente, uma raz\u00e3o (ainda que inobserv\u00e1vel) que os sustentava. Esta vis\u00e3o reflete a sua cren\u00e7a numa ordem universal, uma harmonia que transcende as limita\u00e7\u00f5es da perce\u00e7\u00e3o humana.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>De facto, a ci\u00eancia moderna demonstra que o nosso lugar no cosmos resulta de uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es improv\u00e1veis, mas n\u00e3o imposs\u00edveis. Entre as infinitas possibilidades do universo, %22calhou-nos%22 existir num ponto espec\u00edfico, \u00e0 dist\u00e2ncia exata do Sol para que a atmosfera da Terra se mantenha, a \u00e1gua seja abundante e a vida possa florescer. Embora a ci\u00eancia nos permita explicar muitos destes fen\u00f3menos, a verdadeira beleza reside em questionar o porqu\u00ea de serem assim e n\u00e3o de outra forma.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>A ci\u00eancia, com toda a sua precis\u00e3o, reconhece a raridade de certos acontecimentos, como o famoso milagre do Sol em F\u00e1tima. Muitos questionam: %22Se \u00e9 um fen\u00f3meno t\u00e3o raro, ainda que explic\u00e1vel, como se justifica que tenha ocorrido precisamente naquele dia, naquela hora e perante uma multid\u00e3o reunida para o testemunhar, e n\u00e3o num outro momento qualquer, sem ningu\u00e9m para o presenciar?%22. Para alguns, coincid\u00eancias n\u00e3o existem.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>Conta-se que, em jovem, Einstein ter\u00e1 dito ao seu professor, que tentava demonstrar que o \u00f3dio existe no mundo: %22O frio n\u00e3o existe, apenas a aus\u00eancia de calor. Da mesma forma, o \u00f3dio n\u00e3o existe, mas sim a aus\u00eancia de amor%22. Esta cita\u00e7\u00e3o das Leis da Termodin\u00e2mica constitui um exemplo poderoso e profundamente verdadeiro de como as nossas perce\u00e7\u00f5es de bem e mal podem ser vistas sob outra perspetiva. Na verdade, o %22mal%22 evidenciado no Mundo \u00e9, muitas vezes, apenas a falta de amor.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>Assim como Einstein, que se perdeu nos n\u00fameros e f\u00f3rmulas que descrevem a vastid\u00e3o do cosmos, tamb\u00e9m eu vejo nesta %22harmonia%22 matem\u00e1tica uma forma de Deus se expressar. A sequ\u00eancia de Fibonacci, explicada nos livros de Matem\u00e1tica, \u00e9 a mesma que se observa num girassol, num anan\u00e1s ou numa pinha. S\u00e3o os n\u00fameros que nos permitem desmontar as leis da natureza e compreender os seus princ\u00edpios fundamentais. No final, talvez seja isso que nos d\u00e1 prop\u00f3sito: na tentativa de entender o inexplic\u00e1vel, procuramos decifrar as inten\u00e7\u00f5es de Deus e, assim, dar sentido \u00e0 nossa exist\u00eancia. Por isso digo que Ci\u00eancia e Deus n\u00e3o se op\u00f5em &#8211; pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o conceitos que explicam de maneiras diferentes tudo o que h\u00e1 por esse Universo fora e que, num limite infinitesimal, se acabam por intersectar.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>Se tudo fosse perfeitamente justificado e determinado nas nossas mentes, a vida perderia o seu encanto. S\u00e3o precisamente a incerteza e o esfor\u00e7o de interpretar as leis da Natureza que d\u00e3o sabor \u00e0 exist\u00eancia. Acreditar que tudo est\u00e1 interligado \u00e9, de certa forma, acreditar em Deus, porque Deus \u00e9 ordem e causa, e esta presen\u00e7a, mesmo que subtil, encontra-se nas entrelinhas da realidade.<br \/>\n<\/br><\/p09>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<style>\n  .titulo-art2{\n    padding:0 20%;\n    transform:translatey(-10%);\n    color:white;\n    margin-bottom:-25%;\n  }\n  p04{\n    font-family:Montserrat;\n    font-size:30px;\n  }\n  p05{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    font-size:50px;\n    line-height:1;\n    text-transform:uppercase;\n  }<\/p>\n<p>  .discla2{\n    display:flex;\n    justify-content: flex-start;\n    column-gap:2%;\n    transform:translatex(-12%);\n    margin-top:5%;\n  }\n  .fotopessoa2{\n    padding:0;\n    width:20%;\n  }\n  .fotop{\n    border-radius: 50%;\n    width:70%;\n  }\n  p201{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p002{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p09{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n    font-weight:500;\n  }\n  .fundo{\n    background-color:blue;\n    padding;100% 0;\n  }\n  .contenttext2{\n    text-align: left;\n  text-justify: inter-word;\n  }<\/p>\n<\/style>\n<p>&#8221; raw_content_phone=&#8221;<\/p>\n<section class=%22section-color%22><\/section>\n<style>\n.section-color {\n  background-color:rgba(172, 147, 93, 0.5);\n  height: 50vh;\n  width: 100%;\n}\n<\/style>\n<div class=%22titulo-art1%22>\n<p5>\nCI\u00caNCIA E DEUS<\/p5><\/br><\/br><br \/>\n<img src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1000129562.jpg%22><\/p>\n<div class=%22discla1%22>\n<div class=%22fotopessoa1%22>\n  <img class=%22fotop1%22 src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Joao-Branco.jpg%22><\/div>\n<div class=%22texto-pessoa%22>\n  <p201>Jo\u00e3o Branco<\/p201><\/br>\n<p002>Analista de Dados <\/p002><\/div>\n<\/div>\n<div class=%22contenttext1%22>\n  <\/br><\/br>\n<p09>Se h\u00e1 um mestre cient\u00edfico que nunca deixou de me espantar pela sua procura em estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o entre a ci\u00eancia e o transcendente foi, sem d\u00favida, Albert Einstein.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>%22Deus n\u00e3o joga aos dados%22, afirmou o f\u00edsico alem\u00e3o, referindo-se aos pressupostos da f\u00edsica qu\u00e2ntica, que se baseia em conceitos n\u00e3o determin\u00edsticos como %22probabilidade%22 e %22aleatoriedade%22. Para Einstein, mesmo os fen\u00f3menos aparentemente sem causa vis\u00edvel tinham uma l\u00f3gica subjacente, uma raz\u00e3o (ainda que inobserv\u00e1vel) que os sustentava. Esta vis\u00e3o reflete a sua cren\u00e7a numa ordem universal, uma harmonia que transcende as limita\u00e7\u00f5es da perce\u00e7\u00e3o humana.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>De facto, a ci\u00eancia moderna demonstra que o nosso lugar no cosmos resulta de uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es improv\u00e1veis, mas n\u00e3o imposs\u00edveis. Entre as infinitas possibilidades do universo, %22calhou-nos%22 existir num ponto espec\u00edfico, \u00e0 dist\u00e2ncia exata do Sol para que a atmosfera da Terra se mantenha, a \u00e1gua seja abundante e a vida possa florescer. Embora a ci\u00eancia nos permita explicar muitos destes fen\u00f3menos, a verdadeira beleza reside em questionar o porqu\u00ea de serem assim e n\u00e3o de outra forma.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>A ci\u00eancia, com toda a sua precis\u00e3o, reconhece a raridade de certos acontecimentos, como o famoso milagre do Sol em F\u00e1tima. Muitos questionam: %22Se \u00e9 um fen\u00f3meno t\u00e3o raro, ainda que explic\u00e1vel, como se justifica que tenha ocorrido precisamente naquele dia, naquela hora e perante uma multid\u00e3o reunida para o testemunhar, e n\u00e3o num outro momento qualquer, sem ningu\u00e9m para o presenciar?%22. Para alguns, coincid\u00eancias n\u00e3o existem.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>Conta-se que, em jovem, Einstein ter\u00e1 dito ao seu professor, que tentava demonstrar que o \u00f3dio existe no mundo: %22O frio n\u00e3o existe, apenas a aus\u00eancia de calor. Da mesma forma, o \u00f3dio n\u00e3o existe, mas sim a aus\u00eancia de amor%22. Esta cita\u00e7\u00e3o das Leis da Termodin\u00e2mica constitui um exemplo poderoso e profundamente verdadeiro de como as nossas perce\u00e7\u00f5es de bem e mal podem ser vistas sob outra perspetiva. Na verdade, o %22mal%22 evidenciado no Mundo \u00e9, muitas vezes, apenas a falta de amor.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>Assim como Einstein, que se perdeu nos n\u00fameros e f\u00f3rmulas que descrevem a vastid\u00e3o do cosmos, tamb\u00e9m eu vejo nesta %22harmonia%22 matem\u00e1tica uma forma de Deus se expressar. A sequ\u00eancia de Fibonacci, explicada nos livros de Matem\u00e1tica, \u00e9 a mesma que se observa num girassol, num anan\u00e1s ou numa pinha. S\u00e3o os n\u00fameros que nos permitem desmontar as leis da natureza e compreender os seus princ\u00edpios fundamentais. No final, talvez seja isso que nos d\u00e1 prop\u00f3sito: na tentativa de entender o inexplic\u00e1vel, procuramos decifrar as inten\u00e7\u00f5es de Deus e, assim, dar sentido \u00e0 nossa exist\u00eancia. Por isso digo que Ci\u00eancia e Deus n\u00e3o se op\u00f5em &#8211; pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o conceitos que explicam de maneiras diferentes tudo o que h\u00e1 por esse Universo fora e que, num limite infinitesimal, se acabam por intersectar.<\/p09><\/br><\/br>\n<p09>Se tudo fosse perfeitamente justificado e determinado nas nossas mentes, a vida perderia o seu encanto. S\u00e3o precisamente a incerteza e o esfor\u00e7o de interpretar as leis da Natureza que d\u00e3o sabor \u00e0 exist\u00eancia. Acreditar que tudo est\u00e1 interligado \u00e9, de certa forma, acreditar em Deus, porque Deus \u00e9 ordem e causa, e esta presen\u00e7a, mesmo que subtil, encontra-se nas entrelinhas da realidade.<br \/>\n<\/br><\/p09>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<style>\n  .titulo-art1{\n    padding:0 5%;\n    transform:translatey(-6%);\n    color:white;\n    margin-bottom:-25%;\n  }<\/p>\n<p>  p5{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    font-size:35px;\n    line-height:1;\n    text-transform:uppercase;\n  }<\/p>\n<p>  .discla1{\n    display:flex;\n    justify-content: flex-start;\n    align-items:center;\n    column-gap:0%;\n    margin-top:5%;\n  }\n  .fotopessoa1{\n    padding:0;\n    width:30%;\n  }\n  .fotop1{\n    border-radius: 50%;\n    width:70%;\n  }\n  p201{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p002{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p09{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n    font-weight:500;\n  }<\/p>\n<p>  .contenttext1{\n    text-align: left;\n  text-justify: inter-word;\n    font-weight:500;\n  }<\/p>\n<\/style>\n<p>&#8221; raw_content_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<section class=\"section-color\"><\/section>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<style><!-- [et_pb_line_break_holder] -->.section-color {<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  background-color:rgba(172, 147, 93, 0.5);<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  height: 50vh;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  width: 100%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->}<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/style>\n<p> <!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<div class=\"titulo-art\"><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p05><!-- [et_pb_line_break_holder] -->CI\u00caNCIA E DEUS<\/p05><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1000129562.jpg\"><!-- [et_pb_line_break_holder] --><!\u2013- [et_pb_br_holder] -\u2013><!\u2013- [et_pb_br_holder] -\u2013><!-- [et_pb_line_break_holder] --> <\/p>\n<div class=\"discla\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<div class=\"fotopessoa\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <img decoding=\"async\" class=\"fotop\" src=\"https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Joao-Branco.jpg\"><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<div class=\"texto-pessoa\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <p201>Jo\u00e3o Branco<\/p201><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p002>Analista de Dados <\/p002><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<div class=\"contenttext\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <p09><p09>Se h\u00e1 um mestre cient\u00edfico que nunca deixou de me espantar pela sua procura em estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o entre a ci\u00eancia e o transcendente foi, sem d\u00favida, Albert Einstein.<\/p09><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p09>&#8220;Deus n\u00e3o joga aos dados&#8221;, afirmou o f\u00edsico alem\u00e3o, referindo-se aos pressupostos da f\u00edsica qu\u00e2ntica, que se baseia em conceitos n\u00e3o determin\u00edsticos como &#8220;probabilidade&#8221; e &#8220;aleatoriedade&#8221;. Para Einstein, mesmo os fen\u00f3menos aparentemente sem causa vis\u00edvel tinham uma l\u00f3gica subjacente, uma raz\u00e3o (ainda que inobserv\u00e1vel) que os sustentava. Esta vis\u00e3o reflete a sua cren\u00e7a numa ordem universal, uma harmonia que transcende as limita\u00e7\u00f5es da perce\u00e7\u00e3o humana.<\/p09><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p09>De facto, a ci\u00eancia moderna demonstra que o nosso lugar no cosmos resulta de uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es improv\u00e1veis, mas n\u00e3o imposs\u00edveis. Entre as infinitas possibilidades do universo, &#8220;calhou-nos&#8221; existir num ponto espec\u00edfico, \u00e0 dist\u00e2ncia exata do Sol para que a atmosfera da Terra se mantenha, a \u00e1gua seja abundante e a vida possa florescer. Embora a ci\u00eancia nos permita explicar muitos destes fen\u00f3menos, a verdadeira beleza reside em questionar o porqu\u00ea de serem assim e n\u00e3o de outra forma.<\/p09><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p09>A ci\u00eancia, com toda a sua precis\u00e3o, reconhece a raridade de certos acontecimentos, como o famoso milagre do Sol em F\u00e1tima. Muitos questionam: &#8220;Se \u00e9 um fen\u00f3meno t\u00e3o raro, ainda que explic\u00e1vel, como se justifica que tenha ocorrido precisamente naquele dia, naquela hora e perante uma multid\u00e3o reunida para o testemunhar, e n\u00e3o num outro momento qualquer, sem ningu\u00e9m para o presenciar?&#8221;. Para alguns, coincid\u00eancias n\u00e3o existem.<\/p09><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p09>Conta-se que, em jovem, Einstein ter\u00e1 dito ao seu professor, que tentava demonstrar que o \u00f3dio existe no mundo: &#8220;O frio n\u00e3o existe, apenas a aus\u00eancia de calor. Da mesma forma, o \u00f3dio n\u00e3o existe, mas sim a aus\u00eancia de amor&#8221;. Esta cita\u00e7\u00e3o das Leis da Termodin\u00e2mica constitui um exemplo poderoso e profundamente verdadeiro de como as nossas perce\u00e7\u00f5es de bem e mal podem ser vistas sob outra perspetiva. Na verdade, o &#8220;mal&#8221; evidenciado no Mundo \u00e9, muitas vezes, apenas a falta de amor.<\/p09><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p09>Assim como Einstein, que se perdeu nos n\u00fameros e f\u00f3rmulas que descrevem a vastid\u00e3o do cosmos, tamb\u00e9m eu vejo nesta &#8220;harmonia&#8221; matem\u00e1tica uma forma de Deus se expressar. A sequ\u00eancia de Fibonacci, explicada nos livros de Matem\u00e1tica, \u00e9 a mesma que se observa num girassol, num anan\u00e1s ou numa pinha. S\u00e3o os n\u00fameros que nos permitem desmontar as leis da natureza e compreender os seus princ\u00edpios fundamentais. No final, talvez seja isso que nos d\u00e1 prop\u00f3sito: na tentativa de entender o inexplic\u00e1vel, procuramos decifrar as inten\u00e7\u00f5es de Deus e, assim, dar sentido \u00e0 nossa exist\u00eancia. Por isso digo que Ci\u00eancia e Deus n\u00e3o se op\u00f5em &#8211; pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o conceitos que explicam de maneiras diferentes tudo o que h\u00e1 por esse Universo fora e que, num limite infinitesimal, se acabam por intersectar.<\/p09><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p09>Se tudo fosse perfeitamente justificado e determinado nas nossas mentes, a vida perderia o seu encanto. S\u00e3o precisamente a incerteza e o esfor\u00e7o de interpretar as leis da Natureza que d\u00e3o sabor \u00e0 exist\u00eancia. Acreditar que tudo est\u00e1 interligado \u00e9, de certa forma, acreditar em Deus, porque Deus \u00e9 ordem e causa, e esta presen\u00e7a, mesmo que subtil, encontra-se nas entrelinhas da realidade.<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><\/p09><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/div>\n<\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<style><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .titulo-art{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    padding:0 20%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    transform:translatey(-15%);<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:white;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    margin-bottom:-5%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p04{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:30px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p05{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-weight:700;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:50px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    line-height:1;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    text-transform:uppercase;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .discla{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    display:flex;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    justify-content: flex-start;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    column-gap:2%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    align-items: center;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    transform:translatex(-12%)<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .fotopessoa{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    padding:0;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    width:10%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .fotop{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    border-radius: 50%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    width:100%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p201{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-weight:700;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:black;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:15px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p002{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:black;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:15px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p09{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:black;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:15px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-weight:500;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .fundo{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    background-color:blue;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    padding;100% 0;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .contenttext{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    text-align: left;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  text-justify: inter-word;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/style>\n<p>[\/et_pb_code][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; transform_translate_linked=&#8221;off&#8221; z_index=&#8221;1&#8243; custom_margin=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; transform_styles__hover_enabled=&#8221;off|hover&#8221; transform_scale__hover_enabled=&#8221;off|hover&#8221; transform_translate__hover_enabled=&#8221;off|hover&#8221; transform_rotate__hover_enabled=&#8221;off|hover&#8221; transform_skew__hover_enabled=&#8221;off|hover&#8221; transform_origin__hover_enabled=&#8221;off|hover&#8221; transform_translate__hover=&#8221;0px|-230px&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;90%&#8221; max_width=&#8221;90%&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; custom_margin=&#8221;5%|0px|5%|0px|false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_blog fullwidth=&#8221;off&#8221; posts_number=&#8221;3&#8243; include_categories=&#8221;12&#8243; use_manual_excerpt=&#8221;off&#8221; show_author=&#8221;off&#8221; show_date=&#8221;off&#8221; show_categories=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; masonry_tile_background_color=&#8221;#FFFFFF&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_font=&#8221;Montserrat||||||||&#8221; header_text_color=&#8221;#ad945d&#8221; body_font=&#8221;Montserrat||||||||&#8221; body_text_color=&#8221;#000000&#8243; transform_translate_linked=&#8221;off&#8221; border_width_all=&#8221;0px&#8221; box_shadow_style=&#8221;preset1&#8243; box_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.06)&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; transform_styles__hover_enabled=&#8221;on|hover&#8221; transform_scale__hover_enabled=&#8221;on|desktop&#8221; transform_translate__hover_enabled=&#8221;on|hover&#8221; transform_rotate__hover_enabled=&#8221;on|desktop&#8221; transform_skew__hover_enabled=&#8221;on|desktop&#8221; transform_origin__hover_enabled=&#8221;on|desktop&#8221;][\/et_pb_blog][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim ad minim.<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":4425,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"elementor_header_footer","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"2880","inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-4426","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-gerais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmaria.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4426","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmaria.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmaria.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmaria.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmaria.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4426"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/asmaria.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4426\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4830,"href":"https:\/\/asmaria.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4426\/revisions\/4830"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmaria.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4425"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmaria.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmaria.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmaria.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}