{"id":2305,"date":"2022-01-17T12:29:00","date_gmt":"2022-01-17T12:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/asmaria.org\/?p=2305"},"modified":"2025-06-04T11:40:45","modified_gmt":"2025-06-04T11:40:45","slug":"sao-francisco-marto-o-evangelho-vivo-em-carne-e-osso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmaria.org\/it\/sao-francisco-marto-o-evangelho-vivo-em-carne-e-osso\/","title":{"rendered":"SAN FRANCESCO MARTO, IL VANGELO VIVENTE IN CARNE E OSSA"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;Section&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; max_width=&#8221;100%&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; custom_margin=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px|0px|0px|0px|false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.27.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_code raw_content_tablet=&#8221;<\/p>\n<section class=%22section-color%22><\/section>\n<style>\n.section-color {\n  background-color:rgba(172, 147, 93, 0.5);\n  height: 50vh;\n  width: 100%;\n}\n<\/style>\n<div class=%22titulo-art2%22>\n<p5>\n  S\u00c3O FRANCISCO MARTO, <\/br>O EVANGELHO VIVO<\/br> EM CARNE E OSSO\n<\/p5><\/br><\/br><br \/>\n<img src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1560212851-1976-img_0049-3-scaled-1.jpg%22><\/p>\n<div class=%22discla2%22>\n<div class=%22fotopessoa2%22>\n  <img class=%22fotop%22 src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ir.-Ana-Luisa-Castro.jpg%22><\/div>\n<div class=%22texto-pessoa%22>\n  <p201>Ana Lu\u00edsa Castro, asm<\/p201><\/br>\n<p002>Artigo originalmente publicado no jornal \u201cO Mensageiro do menino Jesus de Praga\u201d<\/p002><\/div>\n<\/div>\n<div class=%22contenttext2%22>\n  <\/br><\/br>\n  <p09>\n<p>    <a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodapesj%22 id=%22rodasj%22>P. Andreas Lind SJ<\/a><\/br><br \/>\n    A vener\u00e1vel irm\u00e3 L\u00facia revela ter sentido saudades do seu primo Francisco logo quando ele partiu desta vida em 1919.<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape1%22 id=%22roda1%22>%911%93<\/a> E a vidente define essa palavra, t\u00e3o portuguesa, t\u00e3o nossa, como \u201ca lembran\u00e7a do passado %91que ecoa%93 sempre na eternidade.\u201d<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape2%22 id=%22roda2%22>%912%93<\/a> Eternidade, \u00e9 a atual morada de Francisco. Disso, podemos estar certos. At\u00e9 porque a eternidade foi a sua morada de sempre, mesmo enquanto ele habitou este mundo finito e imperfeito, dado aos simples mortais como n\u00f3s. <\/br><br \/>\nFoi, portanto, h\u00e1 cem anos que Francisco Marto partiu para o derradeiro encontro com o Pai. Al\u00e9m disso, o santo que deixou esta vida ainda em estado de crian\u00e7a faria hoje, neste 11 de junho, 111 anos. Por isso, ao celebrar um anivers\u00e1rio t\u00e3o avan\u00e7ado de quem sempre foi e ser\u00e1 apenas crian\u00e7a, somos convidados a escutar as palavras de Jesus a partir da figura de S\u00e3o Francisco Marto \u2013 <i>\u201cDeixai as crian\u00e7as e n\u00e3o as impe\u00e7ais de se aproximarem de mim\u2026 o reino de Deus pertence aos que s\u00e3o como elas\u201d<\/i> (Mt 19, 14).<\/br><br \/>\nNum anivers\u00e1rio celebra-se o dom da pessoa a quem foi dado viver: a pessoa inteira em toda a sua vida, no que ela tem de mais simples e genu\u00edno; deixemos ent\u00e3o, por um instante, os momentos grandiosos, os grandes sucessos, as gra\u00e7as particulares; nada disso \u00e9 necess\u00e1rio para que possamos festejar um anivers\u00e1rio. Basta ser, existir.<\/br><\/br><br \/>\nDeixemos em suspenso as revela\u00e7\u00f5es privadas que Francisco recebeu \u201catrav\u00e9s dos <i>sentidos internos<\/i>\u201d no assim chamado \u201cmilagre de F\u00e1tima\u201d.<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape3%22 id=%22roda3%22>%913%93<\/a> Foquemo-nos, por agora, no cora\u00e7\u00e3o que acolheu a gra\u00e7a de tais vis\u00f5es. Pois, como diz a irm\u00e3 \u00c2ngela Coelho <a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodapeast%22 id=%22rodaast%22>*<\/a>: <\/br><br \/>\n\u201cCelebrar a santidade de um servo de Deus \u00e9 celebrar, primeiro, a santidade de Deus, o todo Santo que santifica cada mulher e cada homem dispostos a acolher o dom da sua gra\u00e7a.\u201d <\/br><br \/>\nA Quarta mem\u00f3ria da irm\u00e3 L\u00facia d\u00e1-nos o retrato de quem hoje festejamos. O primeiro tra\u00e7o caracter\u00edstico da personalidade de Francisco expressa-se pelos adjetivos \u201cpac\u00edfico\u201d e \u201ccondescendente\u201d.<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape4%22 id=%22roda4%22>%914%93<\/a> H\u00e1 algo de fascinante neste santo, porque de uma crian\u00e7a espera-se que seja birrenta e que exija tudo o que julga pertencer-lhe por direito. Mas Francisco parecia, pelo contr\u00e1rio, gostar de fazer todas as vontades da sua irm\u00e3 Jacinta e quando as outras crian\u00e7as lhe tiravam coisas que por direito lhe pertenciam, dizia: \u201cdeixa l\u00e1! A mim que me importa?\u201d<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape5%22 id=%22roda5%22>%915%93<\/a><br \/>\nNa sua simplicidade, a irm\u00e3 L\u00facia afirma que \u201cse %91ele%93 houvesse crescido, o seu defeito principal seria o de n\u00e3o-te-rales.\u201d<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape6%22 id=%22roda6%22>%916%93<\/a> O<i> n\u00e3o-te-rales<\/i> de Francisco Marto expressa o Evangelho de Cristo, n\u00e3o tanto em palavras, mas em gestos, numa vida de carne e osso. Ou n\u00e3o seria Jesus quem ordena: \u201cAmai os vossos inimigos (\u2026) a quem te tirar o manto n\u00e3o lhe negues a t\u00fanica\u201d (Lc 6, 27-29).<\/br><br \/>\nDe facto, o Evangelho estava impregnado na sua pessoa, no seu ser. Prova disso, \u00e9 o gosto que ele manifestava pela ora\u00e7\u00e3o. A vidente de F\u00e1tima conta-nos, a esse prop\u00f3sito, que \u201cFrancisco era de poucas palavras; e para fazer a sua ora\u00e7\u00e3o e oferecer os seus sacrif\u00edcios, gostava de se ocultar.\u201d<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape7%22 id=%22roda7%22>%917%93<\/a> Ele preferia rezar sozinho, sem a companhia da irm\u00e3 e da prima, as quais o encontravam frequentemente escondido em poses orantes. Al\u00e9m disso, Francisco preferia \u201cconsolar Nosso Senhor\u201d a \u201cconverter pecadores\u201d ou a \u201cfazer sacrif\u00edcios.\u201d Tudo isso manifesta a enorme intimidade com Jesus, qual Deus, que nutria o seu cora\u00e7\u00e3o. <\/br><br \/>\nProvavelmente ele nunca ter\u00e1 lido o Evangelho de uma ponta \u00e0 outra, mas as palavras de Jesus pareciam fazer parte da sua natureza \u2013 \u201cQuando fores rezar, entra no teu quarto, fecha a porta e reza a teu Pai em segredo\u201d (Mt 6, 6).<\/br><br \/>\nTalvez pare\u00e7a paradoxal, ou at\u00e9 mesmo contradit\u00f3rio, preferir rezar sozinho, sem a companhia daqueles a quem se quer fazer as vontades. A rela\u00e7\u00e3o vertical com Deus era de tal modo \u00edntima que Francisco necessitava de tempos exclusivos, s\u00f3 entre ele e Jesus, o Pai ou o Esp\u00edrito. Como consequ\u00eancia dessa rela\u00e7\u00e3o vertical, o cora\u00e7\u00e3o abria-se aos la\u00e7os horizontais com os seus semelhantes, o pr\u00f3ximo. <\/br><br \/>\nEnquanto crian\u00e7a, Francisco Marto manifesta ser um homem simples e genu\u00edno. E \u00e9 essa simplicidade, essa autenticidade, de quem sabe que nada nesta vida lhe \u00e9 devido, que permite abrir o cora\u00e7\u00e3o ao dom, qual gra\u00e7a divina. <\/br><br \/>\nAo contemplar o pequeno Francisco, em carne e osso, com o seu \u201cpifarito\u201d, nos prados de F\u00e1tima, com todas as gra\u00e7as que Deus lhe concedeu, podemos escutar e compreender as palavras de Jesus: \u201cDou-te gra\u00e7as, Pai, Senhor do C\u00e9u e da terra! Porque, ocultando estas coisas aos s\u00e1bios e aos entendidos, tu as revelastes aos pequeninos\u201d (Mt 11, 25)<\/br><br \/>\nObrigado Francisco Marto. Muitos parab\u00e9ns! Intercede por n\u00f3s!<\/br><\/p>\n<hr>\n<p><\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda1%22 id=%22rodape1%22>%911%93<\/a> Cf. <i>Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia I<\/i>, Secretariado dos Pastorinhos, 13\u00aa edi\u00e7\u00e3o, F\u00e1tima 2007, pp. 164-165. <\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda2%22 id=%22rodape2%22>%912%93<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 165.<\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda3%22 id=%22rodape3%22>%913%93<\/a> Cf. Joseph Ratzinger, \u201cComent\u00e1rio teol\u00f3gico %91sobre a mensagem de F\u00e1tima%93\u201d, in Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia I,<br \/>\n13\u00aa edi\u00e7\u00e3o, F\u00e1tima 2007, p. 225.<\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda4%22 id=%22rodape4%22>%914%93<\/a> <i>Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia I<\/i>, p. 136.<\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda5%22 id=%22rodape5%22>%915%93<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 136.<\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda6%22 id=%22rodape6%22>%916%93<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 137. <\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda7%22 id=%22rodape7%22>%917%93<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 155.<\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22https:\/\/www.fatima.pt\/pt\/news\/20-fevereiro-festa-liturgica-francisco-jacinta-marto-irma-angela-coelho-em-entrevista%22 id=%22rodapeast%22>*Artigo &#8211; <i>Para a Canoniza\u00e7\u00e3o dos Beatos falta apenas um milagre<\/i> &#8211; Santu\u00e1rio de F\u00e1tima<\/a><\/br><\/p>\n<hr>\n<p><\/br><br \/>\n<strong><a style=%22color:black%22 href=%22#rodasj%22 id=%22rodapesj%22>Sobre o autor P. Andreas SJ:<\/a><\/strong><\/br><br \/>\nNascido a 16 de Julho de 1981, Andreas Gon\u00e7alves Lind veio a ser batizado a 11 de Abril de 2004, em Lisboa, a sua cidade Natal. Depois de se formar em Economia e de ter come\u00e7ado a sua atividade profissional ainda em Lisboa, acabou por escolher a vida religiosa. Entrou no Noviciado da Companhia de Jesus em Coimbra, a 25 de Setembro de 2005. E, desde ent\u00e3o, tem seguido o percurso habitual da forma\u00e7\u00e3o de um jesu\u00edta: dois anos de Noviciado, seguidos de tempos de forma\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e teol\u00f3gica, intercalados pelo Magist\u00e9rio de dois anos, no Col\u00e9gio S\u00e3o Jo\u00e3o de Brito, em Lisboa. Foi ordenado presb\u00edtero em 2016. Atualmente, encontra-se em Namur (B\u00e9lgica) a fazer um doutoramento em Filosofia.<\/p>\n<hr>\n<p>Desafiado pela Ir. Bernardete de Oliveira, asm, o P. Andreas leu e rezou as Mem\u00f3rias da irm\u00e3 L\u00facia. Tocado pela breve vida de S\u00e3o Francisco Marto, o P. Andreas escreveu esta breve cr\u00f3nica a pedido da mesma irm\u00e3.<\/p>\n<\/p09>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<style>\n  .titulo-art2{\n    padding:0 20%;\n    transform:translatey(-7%);\n    color:white;\n    margin-bottom:-20%;\n  }<\/p>\n<p>  p5{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    font-size:35px;\n    line-height:1;\n    text-transform:uppercase;\n  }<\/p>\n<p>  .discla2{\n    display:flex;\n    justify-content: flex-start;\n    column-gap:2%;\n    transform:translatex(-12%);\n    margin-top:5%;\n  }\n  .fotopessoa2{\n    padding:0;\n    width:20%;\n  }\n  .fotop{\n    border-radius: 50%;\n    width:70%;\n  }\n  p201{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p002{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p09{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n    font-weight:500;\n  }<\/p>\n<p>  .contenttext2{\n    text-align: left;\n  text-justify: inter-word;\n  }<\/p>\n<\/style>\n<p>&#8221; raw_content_phone=&#8221;<\/p>\n<section class=%22section-color%22><\/section>\n<style>\n.section-color {\n  background-color:rgba(172, 147, 93, 0.5);\n  height: 50vh;\n  width: 100%;\n}\n<\/style>\n<div class=%22titulo-art3%22>\n<p55>\n  S\u00c3O FRANCISCO MARTO, <\/br>O EVANGELHO VIVO<\/br> EM CARNE E OSSO\n<\/p55><\/br><\/br><br \/>\n<img src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1560212851-1976-img_0049-3-scaled-1.jpg%22><\/p>\n<div class=%22discla3%22>\n<div class=%22fotopessoa1%22>\n  <img class=%22fotop1%22 src=%22https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ir.-Ana-Luisa-Castro.jpg%22><\/div>\n<div class=%22texto-pessoa%22>\n  <p201>Ana Lu\u00edsa Castro, asm<\/p201><\/br>\n<p002>Artigo originalmente publicado no jornal \u201cO Mensageiro do menino Jesus de Praga\u201d<\/p002><\/div>\n<\/div>\n<div class=%22contenttext1%22>\n  <\/br><\/br>\n  <p09>\n<p>    <a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodapesj%22 id=%22rodasj%22>P. Andreas Lind SJ<\/a><\/br><\/br><br \/>\n    A vener\u00e1vel irm\u00e3 L\u00facia revela ter sentido saudades do seu primo Francisco logo quando ele partiu desta vida em 1919.<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape1%22 id=%22roda1%22>%911%93<\/a> E a vidente define essa palavra, t\u00e3o portuguesa, t\u00e3o nossa, como \u201ca lembran\u00e7a do passado %91que ecoa%93 sempre na eternidade.\u201d<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape2%22 id=%22roda2%22>%912%93<\/a> Eternidade, \u00e9 a atual morada de Francisco. Disso, podemos estar certos. At\u00e9 porque a eternidade foi a sua morada de sempre, mesmo enquanto ele habitou este mundo finito e imperfeito, dado aos simples mortais como n\u00f3s. <\/br><\/br><br \/>\nFoi, portanto, h\u00e1 cem anos que Francisco Marto partiu para o derradeiro encontro com o Pai. Al\u00e9m disso, o santo que deixou esta vida ainda em estado de crian\u00e7a faria hoje, neste 11 de junho, 111 anos. Por isso, ao celebrar um anivers\u00e1rio t\u00e3o avan\u00e7ado de quem sempre foi e ser\u00e1 apenas crian\u00e7a, somos convidados a escutar as palavras de Jesus a partir da figura de S\u00e3o Francisco Marto \u2013 <i>\u201cDeixai as crian\u00e7as e n\u00e3o as impe\u00e7ais de se aproximarem de mim\u2026 o reino de Deus pertence aos que s\u00e3o como elas\u201d<\/i> (Mt 19, 14).<\/br><\/br><br \/>\nNum anivers\u00e1rio celebra-se o dom da pessoa a quem foi dado viver: a pessoa inteira em toda a sua vida, no que ela tem de mais simples e genu\u00edno; deixemos ent\u00e3o, por um instante, os momentos grandiosos, os grandes sucessos, as gra\u00e7as particulares; nada disso \u00e9 necess\u00e1rio para que possamos festejar um anivers\u00e1rio. Basta ser, existir.<\/br><\/br><br \/>\nDeixemos em suspenso as revela\u00e7\u00f5es privadas que Francisco recebeu \u201catrav\u00e9s dos <i>sentidos internos<\/i>\u201d no assim chamado \u201cmilagre de F\u00e1tima\u201d.<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape3%22 id=%22roda3%22>%913%93<\/a> Foquemo-nos, por agora, no cora\u00e7\u00e3o que acolheu a gra\u00e7a de tais vis\u00f5es. Pois, como diz a irm\u00e3 \u00c2ngela Coelho <a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodapeast%22 id=%22rodaast%22>*<\/a>: <\/br><\/br><br \/>\n\u201cCelebrar a santidade de um servo de Deus \u00e9 celebrar, primeiro, a santidade de Deus, o todo Santo que santifica cada mulher e cada homem dispostos a acolher o dom da sua gra\u00e7a.\u201d<\/br><\/br><br \/>\nA Quarta mem\u00f3ria da irm\u00e3 L\u00facia d\u00e1-nos o retrato de quem hoje festejamos. O primeiro tra\u00e7o caracter\u00edstico da personalidade de Francisco expressa-se pelos adjetivos \u201cpac\u00edfico\u201d e \u201ccondescendente\u201d.<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape4%22 id=%22roda4%22>%914%93<\/a> H\u00e1 algo de fascinante neste santo, porque de uma crian\u00e7a espera-se que seja birrenta e que exija tudo o que julga pertencer-lhe por direito. Mas Francisco parecia, pelo contr\u00e1rio, gostar de fazer todas as vontades da sua irm\u00e3 Jacinta e quando as outras crian\u00e7as lhe tiravam coisas que por direito lhe pertenciam, dizia: \u201cdeixa l\u00e1! A mim que me importa?\u201d<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape5%22 id=%22roda5%22>%915%93<\/a><\/br><\/br><br \/>\nNa sua simplicidade, a irm\u00e3 L\u00facia afirma que \u201cse %91ele%93 houvesse crescido, o seu defeito principal seria o de n\u00e3o-te-rales.\u201d<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape6%22 id=%22roda6%22>%916%93<\/a> O<i> n\u00e3o-te-rales<\/i> de Francisco Marto expressa o Evangelho de Cristo, n\u00e3o tanto em palavras, mas em gestos, numa vida de carne e osso. Ou n\u00e3o seria Jesus quem ordena: \u201cAmai os vossos inimigos (\u2026) a quem te tirar o manto n\u00e3o lhe negues a t\u00fanica\u201d (Lc 6, 27-29).<\/br><\/br><br \/>\nDe facto, o Evangelho estava impregnado na sua pessoa, no seu ser. Prova disso, \u00e9 o gosto que ele manifestava pela ora\u00e7\u00e3o. A vidente de F\u00e1tima conta-nos, a esse prop\u00f3sito, que \u201cFrancisco era de poucas palavras; e para fazer a sua ora\u00e7\u00e3o e oferecer os seus sacrif\u00edcios, gostava de se ocultar.\u201d<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#rodape7%22 id=%22roda7%22>%917%93<\/a> Ele preferia rezar sozinho, sem a companhia da irm\u00e3 e da prima, as quais o encontravam frequentemente escondido em poses orantes. Al\u00e9m disso, Francisco preferia \u201cconsolar Nosso Senhor\u201d a \u201cconverter pecadores\u201d ou a \u201cfazer sacrif\u00edcios.\u201d Tudo isso manifesta a enorme intimidade com Jesus, qual Deus, que nutria o seu cora\u00e7\u00e3o. <\/br><\/br><br \/>\nProvavelmente ele nunca ter\u00e1 lido o Evangelho de uma ponta \u00e0 outra, mas as palavras de Jesus pareciam fazer parte da sua natureza \u2013 \u201cQuando fores rezar, entra no teu quarto, fecha a porta e reza a teu Pai em segredo\u201d (Mt 6, 6).<\/br><\/br><br \/>\nTalvez pare\u00e7a paradoxal, ou at\u00e9 mesmo contradit\u00f3rio, preferir rezar sozinho, sem a companhia daqueles a quem se quer fazer as vontades. A rela\u00e7\u00e3o vertical com Deus era de tal modo \u00edntima que Francisco necessitava de tempos exclusivos, s\u00f3 entre ele e Jesus, o Pai ou o Esp\u00edrito. Como consequ\u00eancia dessa rela\u00e7\u00e3o vertical, o cora\u00e7\u00e3o abria-se aos la\u00e7os horizontais com os seus semelhantes, o pr\u00f3ximo.  <\/br><\/br><br \/>\nEnquanto crian\u00e7a, Francisco Marto manifesta ser um homem simples e genu\u00edno. E \u00e9 essa simplicidade, essa autenticidade, de quem sabe que nada nesta vida lhe \u00e9 devido, que permite abrir o cora\u00e7\u00e3o ao dom, qual gra\u00e7a divina. <\/br><\/br><br \/>\nAo contemplar o pequeno Francisco, em carne e osso, com o seu \u201cpifarito\u201d, nos prados de F\u00e1tima, com todas as gra\u00e7as que Deus lhe concedeu, podemos escutar e compreender as palavras de Jesus: \u201cDou-te gra\u00e7as, Pai, Senhor do C\u00e9u e da terra! Porque, ocultando estas coisas aos s\u00e1bios e aos entendidos, tu as revelastes aos pequeninos\u201d (Mt 11, 25) <\/br><\/br><br \/>\nObrigado Francisco Marto. Muitos parab\u00e9ns! Intercede por n\u00f3s!<\/br><\/br><\/p>\n<hr>\n<p><\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda1%22 id=%22rodape1%22>%911%93<\/a> Cf. <i>Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia I<\/i>, Secretariado dos Pastorinhos, 13\u00aa edi\u00e7\u00e3o, F\u00e1tima 2007, pp. 164-165. <\/br><\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda2%22 id=%22rodape2%22>%912%93<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 165.<\/br><\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda3%22 id=%22rodape3%22>%913%93<\/a> Cf. Joseph Ratzinger, \u201cComent\u00e1rio teol\u00f3gico %91sobre a mensagem de F\u00e1tima%93\u201d, in Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia I,<br \/>\n13\u00aa edi\u00e7\u00e3o, F\u00e1tima 2007, p. 225.<\/br><\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda4%22 id=%22rodape4%22>%914%93<\/a> <i>Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia I<\/i>, p. 136.<\/br><\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda5%22 id=%22rodape5%22>%915%93<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 136.<\/br><\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda6%22 id=%22rodape6%22>%916%93<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 137. <\/br><\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22#roda7%22 id=%22rodape7%22>%917%93<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 155.<\/br><\/br><br \/>\n<a style=%22color:#ad945d%22 href=%22https:\/\/www.fatima.pt\/pt\/news\/20-fevereiro-festa-liturgica-francisco-jacinta-marto-irma-angela-coelho-em-entrevista%22 id=%22rodapeast%22>*Artigo &#8211; <i>Para a Canoniza\u00e7\u00e3o dos Beatos falta apenas um milagre<\/i> &#8211; Santu\u00e1rio de F\u00e1tima<\/a><\/br><\/br><\/p>\n<hr>\n<p><\/br><br \/>\n<strong><a style=%22color:black%22 href=%22#rodasj%22 id=%22rodapesj%22>Sobre o autor P. Andreas SJ:<\/a><\/strong><br \/>\n<\/br><\/br><br \/>\nNascido a 16 de Julho de 1981, Andreas Gon\u00e7alves Lind veio a ser batizado a 11 de Abril de 2004, em Lisboa, a sua cidade Natal. Depois de se formar em Economia e de ter come\u00e7ado a sua atividade profissional ainda em Lisboa, acabou por escolher a vida religiosa. Entrou no Noviciado da Companhia de Jesus em Coimbra, a 25 de Setembro de 2005. E, desde ent\u00e3o, tem seguido o percurso habitual da forma\u00e7\u00e3o de um jesu\u00edta: dois anos de Noviciado, seguidos de tempos de forma\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e teol\u00f3gica, intercalados pelo Magist\u00e9rio de dois anos, no Col\u00e9gio S\u00e3o Jo\u00e3o de Brito, em Lisboa. Foi ordenado presb\u00edtero em 2016. Atualmente, encontra-se em Namur (B\u00e9lgica) a fazer um doutoramento em Filosofia.<\/br><\/br><\/p>\n<hr>\n<p><\/br><br \/>\nDesafiado pela Ir. Bernardete de Oliveira, asm, o P. Andreas leu e rezou as Mem\u00f3rias da irm\u00e3 L\u00facia. Tocado pela breve vida de S\u00e3o Francisco Marto, o P. Andreas escreveu esta breve cr\u00f3nica a pedido da mesma irm\u00e3.<\/p>\n<\/p09>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<style>\n  .titulo-art3{\n    padding:0 5%;\n    transform:translatey(-4%);\n    color:white;\n    margin-bottom:-30%;\n  }<\/p>\n<p>  p55{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    font-size:25px;\n    line-height:1;\n    text-transform:uppercase;\n  }<\/p>\n<p>  .discla3{\n    display:flex;\n    justify-content: flex-start;\n    margin-top:5%;\n  }\n  .fotopessoa1{\n    width:50%;\n  }\n  .fotop1{\n    border-radius: 50%;\n    width:70%;\n  }\n  p201{\n    font-family:Montserrat;\n    font-weight:700;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p002{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n  }\n  p09{\n    font-family:Montserrat;\n    color:black;\n    font-size:15px;\n    font-weight:500;\n  }\n  .contenttext1{\n    text-align: left;\n  text-justify: inter-word;\n  }<\/p>\n<\/style>\n<p>&#8221; raw_content_last_edited=&#8221;on|phone&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<section class=\"section-color\"><\/section>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<style><!-- [et_pb_line_break_holder] -->.section-color {<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  background-color:rgba(172, 147, 93, 0.5);<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  height: 50vh;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  width: 100%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->}<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/style>\n<p> <!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<div class=\"titulo-art\"><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p5><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  S\u00c3O FRANCISCO MARTO, <\/br>O EVANGELHO VIVO EM CARNE E OSSO<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p5><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/1560212851-1976-img_0049-3-scaled-1.jpg\"><!-- [et_pb_line_break_holder] --><!\u2013- [et_pb_br_holder] -\u2013><!\u2013- [et_pb_br_holder] -\u2013><!-- [et_pb_line_break_holder] --> <\/p>\n<div class=\"discla\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<div class=\"fotopessoa\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <img decoding=\"async\" class=\"fotop\" src=\"https:\/\/asmaria.org\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Ir.-Ana-Luisa-Castro.jpg\"><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/p>\n<div class=\"texto-pessoa\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <p201>Ana Lu\u00edsa Castro, asm<\/p201><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><p002>Artigo originalmente publicado no jornal \u201cO Mensageiro do menino Jesus de Praga\u201d<\/p002><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<div class=\"contenttext\"><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <p09><!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    <a style=\"color:#ad945d\" href=\"#rodapesj\" id=\"rodasj\">P. Andreas Lind SJ<\/a><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->    A vener\u00e1vel irm\u00e3 L\u00facia revela ter sentido saudades do seu primo Francisco logo quando ele partiu desta vida em 1919.<a style=\"color:#ad945d\" href=\"#rodape1\" id=\"roda1\">[1]<\/a> E a vidente define essa palavra, t\u00e3o portuguesa, t\u00e3o nossa, como \u201ca lembran\u00e7a do passado [que ecoa] sempre na eternidade.\u201d<a style=\"color:#ad945d\" href=\"#rodape2\" id=\"roda2\">[2]<\/a> Eternidade, \u00e9 a atual morada de Francisco. Disso, podemos estar certos. At\u00e9 porque a eternidade foi a sua morada de sempre, mesmo enquanto ele habitou este mundo finito e imperfeito, dado aos simples mortais como n\u00f3s. <!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Foi, portanto, h\u00e1 cem anos que Francisco Marto partiu para o derradeiro encontro com o Pai. Al\u00e9m disso, o santo que deixou esta vida ainda em estado de crian\u00e7a faria hoje, neste 11 de junho, 111 anos. Por isso, ao celebrar um anivers\u00e1rio t\u00e3o avan\u00e7ado de quem sempre foi e ser\u00e1 apenas crian\u00e7a, somos convidados a escutar as palavras de Jesus a partir da figura de S\u00e3o Francisco Marto \u2013 <i>\u201cDeixai as crian\u00e7as e n\u00e3o as impe\u00e7ais de se aproximarem de mim\u2026 o reino de Deus pertence aos que s\u00e3o como elas\u201d<\/i> (Mt 19, 14).<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Num anivers\u00e1rio celebra-se o dom da pessoa a quem foi dado viver: a pessoa inteira em toda a sua vida, no que ela tem de mais simples e genu\u00edno; deixemos ent\u00e3o, por um instante, os momentos grandiosos, os grandes sucessos, as gra\u00e7as particulares; nada disso \u00e9 necess\u00e1rio para que possamos festejar um anivers\u00e1rio. Basta ser, existir.<\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Deixemos em suspenso as revela\u00e7\u00f5es privadas que Francisco recebeu \u201catrav\u00e9s dos <i>sentidos internos<\/i>\u201d no assim chamado \u201cmilagre de F\u00e1tima\u201d.<a style=\"color:#ad945d\" href=\"#rodape3\" id=\"roda3\">[3]<\/a> Foquemo-nos, por agora, no cora\u00e7\u00e3o que acolheu a gra\u00e7a de tais vis\u00f5es. Pois, como diz a irm\u00e3 \u00c2ngela Coelho <a style=\"color:#ad945d\" href=\"#rodapeast\" id=\"rodaast\">*<\/a>: <\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->\u201cCelebrar a santidade de um servo de Deus \u00e9 celebrar, primeiro, a santidade de Deus, o todo Santo que santifica cada mulher e cada homem dispostos a acolher o dom da sua gra\u00e7a.\u201d <!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->A Quarta mem\u00f3ria da irm\u00e3 L\u00facia d\u00e1-nos o retrato de quem hoje festejamos. O primeiro tra\u00e7o caracter\u00edstico da personalidade de Francisco expressa-se pelos adjetivos \u201cpac\u00edfico\u201d e \u201ccondescendente\u201d.<a style=\"color:#ad945d\" href=\"#rodape4\" id=\"roda4\">[4]<\/a> H\u00e1 algo de fascinante neste santo, porque de uma crian\u00e7a espera-se que seja birrenta e que exija tudo o que julga pertencer-lhe por direito. Mas Francisco parecia, pelo contr\u00e1rio, gostar de fazer todas as vontades da sua irm\u00e3 Jacinta e quando as outras crian\u00e7as lhe tiravam coisas que por direito lhe pertenciam, dizia: \u201cdeixa l\u00e1! A mim que me importa?\u201d<a style=\"color:#ad945d\" href=\"#rodape5\" id=\"roda5\">[5]<\/a> <!-- [et_pb_line_break_holder] -->Na sua simplicidade, a irm\u00e3 L\u00facia afirma que \u201cse [ele] houvesse crescido, o seu defeito principal seria o de n\u00e3o-te-rales.\u201d<a style=\"color:#ad945d\" href=\"#rodape6\" id=\"roda6\">[6]<\/a> O<i> n\u00e3o-te-rales<\/i> de Francisco Marto expressa o Evangelho de Cristo, n\u00e3o tanto em palavras, mas em gestos, numa vida de carne e osso. Ou n\u00e3o seria Jesus quem ordena: \u201cAmai os vossos inimigos (\u2026) a quem te tirar o manto n\u00e3o lhe negues a t\u00fanica\u201d (Lc 6, 27-29).<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->De facto, o Evangelho estava impregnado na sua pessoa, no seu ser. Prova disso, \u00e9 o gosto que ele manifestava pela ora\u00e7\u00e3o. A vidente de F\u00e1tima conta-nos, a esse prop\u00f3sito, que \u201cFrancisco era de poucas palavras; e para fazer a sua ora\u00e7\u00e3o e oferecer os seus sacrif\u00edcios, gostava de se ocultar.\u201d<a style=\"color:#ad945d\" href=\"#rodape7\" id=\"roda7\">[7]<\/a> Ele preferia rezar sozinho, sem a companhia da irm\u00e3 e da prima, as quais o encontravam frequentemente escondido em poses orantes. Al\u00e9m disso, Francisco preferia \u201cconsolar Nosso Senhor\u201d a \u201cconverter pecadores\u201d ou a \u201cfazer sacrif\u00edcios.\u201d Tudo isso manifesta a enorme intimidade com Jesus, qual Deus, que nutria o seu cora\u00e7\u00e3o. <\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Provavelmente ele nunca ter\u00e1 lido o Evangelho de uma ponta \u00e0 outra, mas as palavras de Jesus pareciam fazer parte da sua natureza \u2013 \u201cQuando fores rezar, entra no teu quarto, fecha a porta e reza a teu Pai em segredo\u201d (Mt 6, 6).<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Talvez pare\u00e7a paradoxal, ou at\u00e9 mesmo contradit\u00f3rio, preferir rezar sozinho, sem a companhia daqueles a quem se quer fazer as vontades. A rela\u00e7\u00e3o vertical com Deus era de tal modo \u00edntima que Francisco necessitava de tempos exclusivos, s\u00f3 entre ele e Jesus, o Pai ou o Esp\u00edrito. Como consequ\u00eancia dessa rela\u00e7\u00e3o vertical, o cora\u00e7\u00e3o abria-se aos la\u00e7os horizontais com os seus semelhantes, o pr\u00f3ximo. <!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Enquanto crian\u00e7a, Francisco Marto manifesta ser um homem simples e genu\u00edno. E \u00e9 essa simplicidade, essa autenticidade, de quem sabe que nada nesta vida lhe \u00e9 devido, que permite abrir o cora\u00e7\u00e3o ao dom, qual gra\u00e7a divina. <\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Ao contemplar o pequeno Francisco, em carne e osso, com o seu \u201cpifarito\u201d, nos prados de F\u00e1tima, com todas as gra\u00e7as que Deus lhe concedeu, podemos escutar e compreender as palavras de Jesus: \u201cDou-te gra\u00e7as, Pai, Senhor do C\u00e9u e da terra! Porque, ocultando estas coisas aos s\u00e1bios e aos entendidos, tu as revelastes aos pequeninos\u201d (Mt 11, 25)<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Obrigado Francisco Marto. Muitos parab\u00e9ns! Intercede por n\u00f3s!<\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<hr>\n<p><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><a style=\"color:#ad945d\" href=\"#roda1\" id=\"rodape1\">[1]<\/a> Cf. <i>Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia I<\/i>, Secretariado dos Pastorinhos, 13\u00aa edi\u00e7\u00e3o, F\u00e1tima 2007, pp. 164-165. <\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><a style=\"color:#ad945d\" href=\"#roda2\" id=\"rodape2\">[2]<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 165.<\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><a style=\"color:#ad945d\" href=\"#roda3\" id=\"rodape3\">[3]<\/a> Cf. Joseph Ratzinger, \u201cComent\u00e1rio teol\u00f3gico [sobre a mensagem de F\u00e1tima]\u201d, in Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia I,<!-- [et_pb_line_break_holder] -->13\u00aa edi\u00e7\u00e3o, F\u00e1tima 2007, p. 225.<\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><a style=\"color:#ad945d\" href=\"#roda4\" id=\"rodape4\">[4]<\/a> <i>Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia I<\/i>, p. 136.<\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><a style=\"color:#ad945d\" href=\"#roda5\" id=\"rodape5\">[5]<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 136.<\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><a style=\"color:#ad945d\" href=\"#roda6\" id=\"rodape6\">[6]<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 137. <\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><a style=\"color:#ad945d\" href=\"#roda7\" id=\"rodape7\">[7]<\/a> <i>Ibid.<\/i>, p. 155.<\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><a style=\"color:#ad945d\" href=\"https:\/\/www.fatima.pt\/pt\/news\/20-fevereiro-festa-liturgica-francisco-jacinta-marto-irma-angela-coelho-em-entrevista\" id=\"rodapeast\">*Artigo &#8211; <i>Para a Canoniza\u00e7\u00e3o dos Beatos falta apenas um milagre<\/i> &#8211; Santu\u00e1rio de F\u00e1tima<\/a><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<hr>\n<p><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] --><strong><a style=\"color:black\" href=\"#rodasj\" id=\"rodapesj\">Sobre o autor P. Andreas SJ:<\/a><\/strong><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/br><\/br><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Nascido a 16 de Julho de 1981, Andreas Gon\u00e7alves Lind veio a ser batizado a 11 de Abril de 2004, em Lisboa,<!-- [et_pb_line_break_holder] -->a sua cidade Natal. Depois de se formar em Economia e de ter come\u00e7ado a sua atividade profissional ainda em<!-- [et_pb_line_break_holder] -->Lisboa, acabou por escolher a vida religiosa. Entrou no Noviciado da Companhia de Jesus em Coimbra, a 25 de<!-- [et_pb_line_break_holder] -->Setembro de 2005. E, desde ent\u00e3o, tem seguido o percurso habitual da forma\u00e7\u00e3o de um jesu\u00edta: dois anos de<!-- [et_pb_line_break_holder] -->Noviciado, seguidos de tempos de forma\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e teol\u00f3gica, intercalados pelo Magist\u00e9rio de dois anos, no<!-- [et_pb_line_break_holder] -->Col\u00e9gio S\u00e3o Jo\u00e3o de Brito, em Lisboa. Foi ordenado presb\u00edtero em 2016. Atualmente, encontra-se em Namur<!-- [et_pb_line_break_holder] -->(B\u00e9lgica) a fazer um doutoramento em Filosofia.<!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<hr>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] -->Desafiado pela Ir. Bernardete de Oliveira, asm, o P. Andreas leu e rezou as Mem\u00f3rias da irm\u00e3 L\u00facia. Tocado pela<!-- [et_pb_line_break_holder] -->breve vida de S\u00e3o Francisco Marto, o P. Andreas escreveu esta breve cr\u00f3nica a pedido da mesma irm\u00e3.<!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p09><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/div>\n<\/div>\n<p><!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/p>\n<style><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .titulo-art{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    padding:0 20%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    transform:translatey(-6%);<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:white;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    margin-bottom:-5%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p5{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-weight:700;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:35px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    line-height:1;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    text-transform:uppercase;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .discla{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    display:flex;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    justify-content: flex-start;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    column-gap:2%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    align-items: center;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    transform:translatex(-12%)<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .fotopessoa{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    padding:0;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    width:10%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .fotop{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    border-radius: 50%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    width:100%;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p201{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-weight:700;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:black;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:15px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p002{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:black;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:15px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  p09{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-family:Montserrat;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    color:black;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-size:15px;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    font-weight:500;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] --><!-- [et_pb_line_break_holder] -->  .contenttext{<!-- [et_pb_line_break_holder] -->    text-align: left;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  text-justify: inter-word;<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  }<!-- [et_pb_line_break_holder] -->  <!-- [et_pb_line_break_holder] --><\/style>\n<p>[\/et_pb_code][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; 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