ARTIGO

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor: Jesus encontra as mulheres e a Mãe


«E Eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim». Junto à cruz estavam a tua Mãe, Maria Madalena e outras discípulas. Estavam de pé porque o amor tudo suporta, tudo sustenta, tudo conserva. O amor assemelha à erva alta e esguia nascida no calor da terra. Vem a chuva, sopra o vento mais atroz e ela tomba de dor. No entanto, a raiz continua agarrada à sua origem e da origem recebe o vigor para permanecer, ainda que o corpo não se possa elevar. Depois, vem o sol, seca a terra, e ela ergue-se, forte e bela, para continuar a sua missão. Sim, o amor tudo sustenta e tudo suporta, quer passe pela ausência de luz, quer habite a mais dura contradição da cruz.

A Mãe estava de pé, agarrada à origem. O seu coração estava unido ao Teu num único desejo: que tudo fosse consumado, que o fogo se acendesse nos nossos corações e não mais parasse de arder. Olhaste para ela e para mim. Eis o teu filho. Eis a tua Mãe. Ali estava também Madalena, de pé, atravessada pela tristeza. Começavam as dores de parto. Olhaste-a como que a recordar: hei de ver-te de novo, e o teu coração alegrar-se-á, e ninguém poderá tirar a tua alegria. al ele era filho e irmão.

Tudo chega ao seu ocaso, mas o amor jamais passará. Felizes os convidados para a vida em plenitude, eis o Cordeiro Pascal que desejou ardentemente comer esta Páscoa connosco.

Ir. Verónica Benedito, asm


PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com