ARTIGO

I Domingo de Advento | "O Quebra Nozes"



O “Quebra-nozes”, um dos bailados mais conhecidos de todos os tempos, conta a história de uma menina e do seu soldado quebra-nozes que embarcam numa aventura contra as sombras do reinado dos ratos. O final conhecido por todos é singelo e intrigante, será que foi tudo um sonho ou realidade?

Aparentemente, este bailado tem apenas um aspeto em comum com a época em que estamos a viver: a festa de Natal da família Stahlbaum, mas não nos deixemos enganar, podemos colher muito mais. Não só a festa, como sinal da alegria desta época, mas também a árvore - que cresce para dar palco ao mundo mágico do quebra-nozes - é símbolo deste mundo interior que cresce em nós e para o qual somos chamados a despertar (e não só nos nossos sonhos).

O tempo de advento é o tempo do deslumbramento, tempo das esperanças, tempo da espera, tempo da vigia. E é neste ponto que o quebra-nozes nos traz luz. Será que podemos deixar-nos verdadeiramente maravilhar por esta época sem expandir a nossa casa interior? Ficamos maravilhados com as luzes de Natal, com as cores, mas será que o nosso olhar também se volta para as nossas luzes e sombras interiores? Neste tempo deixemos expandir a nossa casa interior para acolhermos verdadeiramente o Senhor Jesus que vem!

O ponto de viragem do bailado dá-se com o soldado quebra-nozes a vencer o Rei dos Ratos, com a ajuda da menina Clara. Essa ajuda vem-nos em forma de grito ou, em algumas outras interpretações do bailado, com o atirar do sapato. Foquemo-nos no grito, algo tão típico deste tempo. Esse grito é também o nosso grito contra o mundo das sombras, o grito tão evangélico: o Maranatha! Vem Senhor Jesus! Vem dissipar as trevas do nosso coração. Que o nosso coração-casa interior se prepare, começando por pedir que o Senhor venha para dissipar as trevas e traga a luz que vem do seu nascimento.

É conhecido o final do quebra-nozes, termina precisamente com o baile! E se este tempo de espera fosse também ele um baile? Baile de agradecimento e de alegria pela vida do nosso salvador e pela nossa vida?

Se por vezes o baile parece não ter cor, lembremo-nos da Santa Jacinta Marto, que no dia 13 de agosto, presa com os seus primos em Ourém, bailava de lágrimas nos olhos com os presos que a tentavam animar.

Então, iniciemos este tempo bailando. Com lágrimas ou sem lágrimas, bailemos, porque chegou o tempo! Um menino nos foi dado! Sim, um menino na manjedoura será para nós o sinal da salvação. Está próxima a nossa hora, está próximo o nosso Hoje da salvação.

Ir. Sophie Alves, asm


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