ARTIGO

II Domingo da Quaresma | Jesus encontra os guardas e o sinédrio


«Sou eu». Depois do beijo da traição o Teu corpo foi tomado pelos guardas. Executavam ordens: faziam o que tinham de fazer para ganhar o pão. Porém não só de pão vive o pó da terra. O salário passa, como passa o grão e a pele enrugada. Mas as mãos que prenderam não passarão, tampouco as palavras que quiseram calar. «Mete a espada na bainha». Diante dos que te limitavam o corpo e a liberdade não procuraste o teu próprio interesse, não te irritaste nem guardaste rancor. Antes, curaste o ouvido do servo. Que recompensa teremos em amar somente os que nos correspondem? Em servir apenas quem dá em retorno?

«Prenderam-te para te levarem ao Sinédrio. Os chefes dos sacerdotes, os doutores da Lei, os anciãos - homens investidos de uma missão: interpretar, ensinar e fazer cumprir a lei. Contudo, a Lei estava diante dos seus olhos, e eles não a compreenderam. Tu estavas diante deles, mas preferiram salvar-se sozinhos e construir a sua própria norma. Se pudesses curar os seus ouvidos como fizeste a Malco. Se ao menos pudessem entender que existias antes de qualquer expectativa e que, sem Ti, toda a letra é morta.

Senhor Jesus, que encontraste os guardas e o Sinédrio, peço-te a graça de amar os que não me correspondem e o dom de ser curado(a) da minha autossuficiência.
Ir. Verónica Benedito, asm


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