ARTIGO

IV Domingo da Quaresma: Jesus encontra Simão de Cirene e os que o crucificaram


«Não digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete». Os soldados romanos vestiram-te de púrpura e coroaram-te de espinhos. Eras para eles um desconhecido: nada sabiam do teu nome. Para ti, todavia, eram irmãos: sabias quem eram, de onde vinham, para onde andavam. Eles sentiam-se autorizados a troçar de ti e a dar-te bofetadas. Tu, em vez, permanecias oferecido para que pudessem sentir a carícia de Deus nos seus rostos cansados. Os soldados puseram-te a cruz aos ombros, tão mais firme que o teu corpo ferido e esgotado. As forças consumiam-se. Agarraram então num homem que passava por ali – Simão – e fizeram-no carregar o madeiro. Ele carregou o teu peso e não recusaste. Dois a dois, como cordeiros no meio de lobos, sem bolsa nem alforge. A cruz uniu-o a Ti. O sofrimento ligou para sempre dois que, naquele preciso momento, passavam por ali: um homem frágil carente de amparo e um homem generoso oferecido para suster o peso do mundo.

Chegados ao lugar da Caveira, cravaram as tuas mãos e os teus pés à cruz. «Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem». Diante dos que te crucificaram, a boca falou da abundância do coração. O amor tudo desculpa, tudo perdoa, tudo resgata.

Senhor Jesus, que ensinaste os teus discípulos a perdoar fazendo-os contemplar o teu perdão, concede-me a graça de contemplar em profundidade a tua misericórdia para que eu possa aprender a perdoar como Tu.
Ir. Verónica Benedito, asm


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